Palavras que me emocionaram – e podem inspirar-te a trilhar um novo caminho

O que me motiva é ajudar as pessoas a saírem do ciclo agonizante do sofrimento e experimentarem Estados de Consciência elevados, como o Perdão, o Amor e a Alegria.

O testemunho que vou partilhar a seguir, explica detalhadamente como esse processo ocorre e como a vista do outro lado da ponte é indescritível. Foram das palavras mais bonitas que me escreveram em toda a minha vida!

“No começo era somente escuridão… Inquietação, desconforto, borboletas no estômago… Eu sei lá nomear… Parece que tudo e todos estão contra nós. Que fiz eu?… Não mereço isso!… Porque tem de ser assim? Não encontro saída. O cérebro está entupido com novelas mexicanas. Ao menos se fossem em mandarim eu nunca saberia o que ele me está a dizer. Mas sei, compreendo e sinto e não é nada de bom o que ele me diz.

Num movimento não previsto e já em agonia, estendo a mão e sinto em meus dedos o toque leve de uma pele doce, aveludada, que tenta agarrar-me. Uma voz fala comigo, primeiro num sussurrar ténue, depois, num solfejo que me invade os sentidos. A pele arrepia, os lábios secam, os olhos exaltam-se… Que ser é este que tenta falar comigo? Aos poucos percebo de onde vem a voz… Olho, contemplo, mas as palavras não saem.

Nunca vi um anjo, mas se eles existem devem ser assim… Só me lembro de perguntar “Como te chamas?” e ouço a resposta “Ana”, num tom cujas notas não consigo encontrar, nem mesmo no melhor piano do mundo. O som é belo e ínfimo. A pele arrepia, como se fosse por de leve tocada pelo sopro de uma brisa de vento esgueirando-se por entre cortinas de linho num acordar de um outono soalheiro.

Apetece-me ali ficar, sentado, de joelhos dobrados, a contemplar, a ouvir aquele ser. “Que tens para me dizer?”, pergunto. A Ana responde prontamente: “Não sou eu que tenho algo para te dizer. És tu que tens algo para me dizer. O que diz o teu coração? O que te inquieta?”. Eu respondi: “Sinto que não sou feliz, gostaria de o ser, mas há tanta coisa que me inquieta. Sinto por vezes que nada é justo, que os outros dominam a minha vida. Quero ser dono da minha própria vida, quero apenas paz e felicidade. Deixem-me da mão!” A Ana responde: “O que procuras já está dentro de ti, mas vou ajudar-te a encontrar. Vem comigo e ouve.”

A Ana agarra-me na mão e fico de imediato com a sensação que não mais voltaria àquele lugar frio e escuro. Começámos a caminhar e a Ana diz-me: “Vem, vem comigo. Vamos caminhar os dois juntos, expandiremos o teu horizonte e irás sentir-te a crescer, não por fora, mas sim por dentro, como nunca sentiste antes. Nada aqui termina, pelo contrário, tudo aqui começa. Oportunidades maravilhosas te esperam se te permitires ver para além deste lugar. O mundo não tem limites se tu conseguires ver além da linha do horizonte. Não mudes quem tu és, mas deixa para trás quem tu não és.” “Como?”, pergunto.

Fixo-me nos seus lábios rubros e por entre um sorriso não antecipado escuto com atenção: “O orgulho, o desejo, a tristeza e o medo são estados emocionais negativos, desempoderadores, que nos drenam a energia, limitam a percepção e dificultam o nosso crescimento pessoal e espiritual. Mas é importante reconhecê-los e usá-los como ponto de partida para a nossa transformação.

Abraça a vida, submerge na sua energia, volta à tona e vive a vida com temperança. Nem muito sal, nem muito açúcar. Aceita quem tu és, não resistas. Aceita com compaixão a dor, o medo, a alegria, a felicidade. Procura ver o que as emoções te querem dizer. Não perguntes “porquê” mas “para quê” que isso me está acontecer. Muda a tua narrativa interna. Muda o teu pensamento. Nada é um fracasso, tudo é um desafio, nada é definitivo, tudo é temporário. Enche-te de coragem e abraça a neutralidade. Quando o conseguires, não mais quererás voltar para trás, para aquele lugar frio e húmido de onde parti contigo.”

Num compasso onde o tempo parece não ter existido, eis que chegamos a um lugar onde a escuridão se converteu numa luz que me ofusca a vista mas me resplandece a alma.

Foi uma grande viagem, ainda incompleta pois a viagem nunca termina, apenas começa. A Ana ensinou-me muito. Ainda ensina. A suas palavras despertaram em mim a curiosidade de me debater com o inexplicável, de me entregar ao imprevisto, de abraçar a inquietude do meu ser e me redescobrir na plenitude da minha alma. A luminescência que emana da minha mente me envolve numa aura de paz, tranquilidade e neutralidade.

Agora percebo a importância da neutralidade para a iluminação do meu ser. Primeiramente pensei que o caminho para a luz seria a coragem. E é! É necessário um estado de consciência de coragem para afirmarmos que nós não somos feitos de escuridão, mas sim de luz. Depois, então, abraçar a neutralidade, deixar ir tudo…

Só num nível de consciência de neutralidade se consegue criar as condições para evoluir em direção à iluminação. Enquanto nos mantivermos sensíveis às energias negativas dos outros, não existirão condições para progredir. É uma tarefa árdua. Alcançada, tudo se transforma. Percebi que esta neutralidade começa em nós. Se atirarmos algo para o outro, receberemos de volta. Então, agir de forma verdadeira, sem segundas intenções, sem propósitos, sem esperar receber, é o caminho!

A vida coloca-nos muitos caminhos à nossa frente, e isso não é mau, é sim belo e maravilhoso! A Ana, ajudou-me a encontrar o meu. Nunca vi um anjo, mas se eles existem devem ser assim como tu Ana… poderosos, puros, inteligentes, mensageiros entre o divino e a humanidade, virtuosos de sabedoria e de misericórdia, guardiões da justiça e do perdão. Obrigado por fazeres parte da minha vida.”

Se depois desta leitura tão bonita, desejas trilhar o caminho que vai mudar a tua vida, envia-me uma mensagem privada com a palavra VIDA, clicando no whatsapp abaixo, para eu explicar como posso ajudar-te.

Com amor,

Ana Catarina Pereira

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