Insegurança

Hoje escrevo sobre um tema que considero muito pertinente – insegurança.

Esta está relacionada com o nosso processo de crescimento e com a nossa infância. Tem a ver com a relação que tínhamos com os adultos que nos rodeavam e o quanto lhes atribuíamos a nossa confiança.

Por exemplo, quando uma criança realiza algo com todo o seu empenho e mostra o resultado a um adulto e este desvaloriza o seu trabalho, essa criança vai tomar como verdade que não é tão boa a realizar aquilo a que se propôs com tanta dedicação. Assim, a criança gera insegurança interna.

O processo de insegurança interna passa por quatro fases. Na primeira, há um sentimento de falta de coragem. Na segunda, existe uma paralisação devido ao medo que é gerado internamente. Como existe uma dificuldade imensa em agir, o indivíduo começa a sabotar todos os seus sonhos. E este ciclo termina com um sentimento de incapacidade.

No entanto, existe um antídoto para este ciclo – a sabedoria da intuição.

Carl Jung, um dos mais destacados psicólogos do século XX, definiu a intuição como sendo a sabedoria e o conhecimento necessários que já estão dentro de cada um de nós.

Na sociedade atual, a mente racional é a mais estimulada; refiro-me ao que somos incentivados a aprender na escola, na faculdade, no trabalho. Está relacionada com o ego e com a necessidade de sobrevivência. Recebe e assimila os estímulos externos para racionalizar e decidir. É a mente que toma as decisões.

A mente intuitiva é, muitas vezes, considerada um mito. É a sabedoria interna, que não precisa de estímulos externos, ela simplesmente sabe.

A sociedade atual não nos incentiva a desenvolver a mente intuitiva. Não está na educação, nem no programa escolar. O que acontece é que fortalecemos só a mente racional, o que leva à inversão de papéis.

Como seria o bom funcionamento dessas duas mentes?

A mente racional é a executora, é a que vai colocar em prática todas as informações da mente intuiva e realizá-las, materializá-las.

Quando colocamos a nossa mente racional no comando, todos os nossos medos e inseguranças vêm à superfície. Quando a mente racional é muito desenvolvida e a mente intuitiva é pouco desenvolvida, a mente racional opera no medo, só o ego é que comanda. Agimos de acordo com as nossas crenças limitadoras.

A mente intuitiva é a voz da alma, é a que traz o conhecimento sobre os sonhos que queremos concretizar. É a mente comandante. É a voz que nos guia e dá orientações.

Como desenvolver?

Em primeiro lugar, é necessário trabalhar a autoestima, acreditando em nós mesmos e nos sinais da nossa voz interior.

O segundo é o autoconhecimento, o trabalho de libertação dos nossos medos e crenças limitadoras. Entender a origem dos nossos medos em relação à insegurança.

Ouvir a minha voz interior foi o ponto-chave para perceber o que realmente me fazia feliz. Foi aí que me conectei com a minha essência e tive a coragem de tomar certas decisões.

Não deixe a sua mente racional comandá-lo. Tenha coragem de ouvir a sua essência, compreender e resolver as suas inseguranças e tornar-se uma pessoa conectada com a sua sabedoria interior.